Serão das cenas mais duras de “Mar Salgado” e Patrícia está no centro de toda a ação.
Ao descobrir que Leonor perdeu Kika no mar quando as duas saltaram do precipício para fugir a Alemão, a empresária fica num misto de sofrimento e revolta. Durante algum tempo, os bombeiros e a polícia marítima procuram a jovem mas, sem encontrarem qualquer pista, dão por finalizadas as buscas. A notícia chega a Patrícia via rádio. “As autoridades desistiram de procurar Frederica Queiroz e as forças da polícia marítima desmobilizaram. As autoridades afirmam que o mais provável é que o cadáver seja recuperado na costa, na zona do estuário…”. Ao escutar este relato, a empresária deixa-se cair num choro descontrolado. “Não… não! A minha filha”, grita ela, com o rosto desfigurado. Porém, passado o choque inicial e num profundo estado de loucura, a empresária concentra todas as suas forças na vingança. Patrícia culpa Leonor pela morte da sua filha e só pensa em fazê-la sofrer da mesma maneira.
No dia seguinte, Carlota e Pedro celebram 17 anos. O rapaz, que é o filho que Leonor procurava, segue tranquilo pela rua no bairro dos pescadores. Nesse instante, uma carrinha para um pouco à frente e uma mulher de óculos escuros e lenço na cabeça sai. É Patrícia, que, sem que o rapaz se aperceba, se aproxima dele e lhe encosta um taser (arma de choques elétricos). “Não grites e chames a atenção de ninguém ou vai ser pior. Tens uma arma encostada às tuas costas…”, diz ela, autoritária. O rapaz fica apreensivo, avança até à carrinha e entra. Sem dó, a mãe de Kika descarrega um choque e o rapaz cai sem perceber que Carlota também foi raptada. Cínica, Patrícia dirige-se à jovem: “Agora já podes dar os parabéns ao mano!”. E, a rir-se descontrolada, fecha a porta da carrinha e arranca a grande velocidade.
Um pouco depois, numa vivenda desabitada, a ex-mulher de Gonçalo, sorridente, fala para uma câmara. Nas mãos tem um bolo de aniversário. “Parabéns aos manos. Deves estar feliz, Leonor… Hoje comemoras pela primeira vez o aniversario dos filhos que tanto desejaste encontrar. Vê se gostas do presente que preparei para ti…”. Patrícia desvia-se da câmara e a imagem revela os gémeos amarrados de pés e mãos, amordaçados, e com uma expressão de terror nos rostos. Estão dentro de uma piscina vazia e perto deles encontram-se duas mangueiras ligadas a enchê-la de água. “Digam adeus à mãe!”, aconselha Patrícia, completamente alterada. Depois, dirige-se novamente para a câmara e explica as suas intenções: “A culpa de tudo isto é tua. Eu avisei-te Leonor… Hoje os teus gémeos vão morrer afogados como morreu a minha filha!”.
Entretanto, no hotel Salinas, Leonor, André, Tiago, Cremilde, Bento, Martim e Amélia assistem em direto, pela internet, àquele cenário de terror. A instrutora de mergulho fica paralisada pelo choque, com as lágrimas a correrem-lhe pelo rosto. “A Patrícia deixou-os ali para morrerem!”, diz…