
“Um homem de ambição desonesta que abusou da sua posição profissional e eleita para o seu benefício e que foi chamado a prestar contas.” Foi assim que o juiz britânico Purdy classificou João Vale e Azevedo. Sexta-feira, 16 de Março, no Tribunal de Westminster, o juiz britânico decretava a extradição de Vale e Azevedo para Portugal. O magistrado não viu qualquer motivação política da Justiça portuguesa (um dos argumentos de Vale e Azevedo) e disse que os juízes portugueses apresentados pelo ex-presidente do Benfica como testemunhas são “dois juízes afastados, com óbvias agendas pessoais”. Vale e Azevedo já anunciou que vai recorrer para o High Court, o equivalente ao nosso Supremo Tribunal de Justiça. Caso a decisão do Supremo lhe seja desfavorável, poderá ganhar tempo, de novo, recorrendo à Câmara dos Lordes. É verdade que para isso têm de estar em causa Direitos Humanos. Mas é por isso mesmo que Vale e Azevedo invoca sempre o Artigo 5º da Convenção Europeia dos Direitos Humanos nos seus processos e recursos em Inglaterra. Quer evitar regressar a Portugal. Para isso, considera-se um perseguido político no nosso país.
Veja o artigo completo na edição da tvmais desta semana, já nas bancas!