
Não importa o tempo de gravações, pois o “sim” ao convite foi sempre certo. Aliás, Carolina Loureiro não tem dúvidas: “Hei de ter 50 anos e ainda me vão chamar para fazer de Nazaré. Era giro”, diz, entre gargalhadas sobre “Lua de Mel”, em que volta a encarnar a icónica personagem. A gravar já a um ritmo alucinante, a atriz esteve à conversa com a TeleNovelas nos bastidores da nova novela da SIC. Mas quem é agora aquela que durante mais de um ano encantou os portugueses como uma “força da natureza”? “Ela hoje não é bem a Nazaré, até porque há ali uma parte em que ela vai ter de andar disfarçada, porque na vida dela é sempre tudo muito agitado”, começa por explicar.

Logo no arranque deste grande projeto de ficção, a heroína é vítima de mais um esquema de Verónica (Sandra Barata Belo). “Ela põe notas falsas e droga nas arcas da Nazaré e ela não tem hipótese: tem de fugir e o Toni ajuda-a.” E é então que nasce a sua nova identidade. “Durante um tempo, ela passa a ser a Carla Isabel. Ela foge e vai parar a Penafiel, onde conhece o pessoal todo da Amor, Amor. Vai ser a motorista deles, irá conduzir o autocarro da Lua de Mel”, antecipa. Mesmo longe da Nazaré, esta mulher não vai ter descanso. “Ela anda sempre ansiosa porque está fugida e tem sempre medo que a apanhem. Por isso, mente às pessoas sobre a história de vida dela”, explica, reiterando: “A Nazaré não desiste enquanto não se vingar da Verónica”.
Dois anos depois
As gravações da 2a temporada de “Nazaré” terminaram no verão de 2020. Voltar a interpretar esta personagem agora não se revelou fácil. “Comecei a fazer duas personagens que não tinham nada a ver e senti-me um bocado enferrujada. Não estava tão bruta como ela”, confidencia, entre risos, para em seguida acrescentar: “Mas quando calcei as botas pensei É agora, já sou a Nazaré outra vez”. Um dos seus grandes apoios foi Afonso Pimentel. “Ele ajudou-me muito, porque temos uma relação de grande cumplicidade. Quando ele voltou a ser Toni e eu Nazaré, puxou por mim e voltou tudo”, assume. Aliás, no princípio, gravou tanto com o intérprete de Toni como com José Mata, ainda que com este último tenha sido apenas uma cena. “Foi muito bom, porque as personagens funcionam bem juntas. Quando acabaram, fiquei triste, queria gravar mais!”