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Na entrevista de Pedro Pinto a Cristina Ferreira, o tema da SIC foi abordado. Quanto questionada sobre a sua passagem pela estação de Paço d’Arcos, Cristina foi rápida na resposta: “Senti-me emigrante. Sai a saber que voltava. Não sabia era quando nem em que moldes”, disse.
“Fui à procura de alguma coisa mais, talvez de mais condições, um mundo novo, mas depois faltavam-me as pessoas, como quando há aquelas saudades de casa, de quem está à nossa espera. Essas pessoas faziam-me falta“, revelou. “Quando me surgiu esta oportunidade, nunca pensei duas vezes: os meus estavam aqui, os meus amores estavam aqui”.
Sobre o projeto da SIC assume que foi importante ser líder das manhãs: “Gostei muito de ganhar, de ter contribuído para aquele projeto, mas nunca me senti feliz por a TVI perder. São coisas diferentes.”
“Não tenho nada a dizer da SIC. Trataram-me muito bem e fui muito feliz na SIC e há pessoas que vão estar presentes ao longo da vida. Mas houve um projeto que não foi exatamente o que tinha imaginado. Costumo dizer que a minha SIC foi o ‘Programa da Cristina'”, disse, em tom de balanço.
Sobre a quebra do contrato afirma sentir-se “completamente tranquila” e explica o motivo. “Tive conversas anteriores em que fui demonstrando o que estava a sentir, o que não invalida que não tenham sido apanhados de surpresa por esta decisão, por acharem que ia cumprir o contrato até ao fim e sem puderem saber que deste lado ia haver mudanças”. Sobre a sua forma de estar durante esse período, garante: “Enquanto lá estive dei tudo à SIC”, mas, “vivendo em liberdade, cado um pode tomar as suas decisões.”
Sobre a exigência da SIC a nível de indemnização, garante que “20 milhões não me tiram o sono, esse número não tem qualquer fundamento e sai salvaguardada juridicamente. […] Há lugar ao pagamento de uma indemnização que está estipulada no meu contrato e essa eu pago – estava lá. no meu contrato.“
Sobre o facto de se ter tornado acionista da TVI tornou claro que investiu com o seu dinheiro: “São as minhas poupanças, o meu dinheiro”, assumindo ter investido mais de um milhão de euros. “Foi o que eu poupei e essa oportunidade é me ainda mais cara porque eu entrei na estação com um carro emprestado pelo meu pai e vim ganhar 500 euros e chego aqui hoje por mérito, 17 anos depois. Não me tirem o orgulho de sentir isso”.
“Qualquer um de nós pode”, disse em tom de conclusão.