
Sabia que isto ia acontecer. Que, mais dia menos dia, Cristina Ferreira daria de si e mostraria o lado frágil que sempre teve, mas que nunca revelou. Talvez nunca tivesse tido a oportunidade de o mostrar ou necessidade de o fazer. Ficou magoada com a imprensa que lhe arranjou um namorado e desabafou no seu blogue. Diz, por palavras suas, que sempre soube que iria ter mentiras à sua volta mas que há umas que magoam mais do que outras. Diz-se forte, que sabemos que é, e que mesmo assim não há direito de lhe inventarem uma vida que algumas vezes tem graça, outras nem tanto. Talvez por isso tenha também mostrado parte do seu caminho no seu programa e emocionou-se. Desta forma, tornou-se ainda mais próxima de muitos e conseguiu irritar outros tantos. Quanto ao suposto relacionamento com Rodrigo Castelhano, ela diz-me que não há nada. Tenho de acreditar, porque nunca me mentiu nem tinha razões para isso. Podia simplesmente não me dizer nada. Mas tenho de salientar algumas questões. Rodrigo, que conheço há anos, é um miúdo porreiro, mas que deveria ter mais cautela. Não se devem dar entrevistas para justificar o que não tem de se justificar. Por outro lado, gostava que este romance fosse verdadeiro. Porque à Cristina faz-lhe falta o amor. A vida é muito mais que trabalho e fazem falta histórias que nos façam sonhar. Nem tudo é perfeito, eu sei, e essa responsabilidade não é da Cristina, que escolheu ser apresentadora, que é uma coisa diferente de ser “saco de boxe mediático”, embora muitos o possam confundir.