
O que fazer agora a todas as pessoas que concorreram todos os anos, incluindo gente da organização, que sempre disseram que não se ganhava por questões políticas e económicas. Não sei se o mundo mudou assim tanto para mudarem as votações. Portugal ganhou e gerou-se uma onda emocionante. Sinto-me feliz pela vitória. Adoro o poema. Mas, ao longo destes anos, vi passar pelo Festival da Canção outros temas igualmente bonitos, mas com menos promoção e sorte. O que não tira a esta melodia uma rara beleza na sua simplicidade. Mantenho que o “fenómeno” Salvador vai além da música, é ele próprio e tudo à volta, como o seu estado de saúde, por exemplo. Gosto de vencer, gosto de ver Portugal respirar de alegria por coisas que valem a pena. A arte e o amor valerão sempre a pena. Não achei que fizesse muito sentido a Luísa Sobral subir ao palco e cantar a música com o irmão. Ali, ela não era a cantora. Ela foi a autora. Mas ela gosta demasiado de estar na primeira linha para se deixar ficar em segundo plano. Achei-a até arrogante em algumas declarações à imprensa. Mas eu sou uma pessoa atenta. Parabéns, Salvador!