No pequeno ecrã, já viveu várias vezes o papel de galã e bonzinho mas, em “Destinos Cruzados”, Pedro Lima veste a pele de Eduardo, um fotógrafo sem escrúpulos, capaz de tudo para subir na vida. E se, normalmente, os vilões são personagens “mais fáceis porque os atores têm mais liberdade” para improvisos, a verdade é que, para o ator, não foi fácil. “Tive alguma dificuldade em entrar na pele do Eduardo. Não tenho uma inclinação natural para fazer antagonistas”, brinca. “Não vivo de forma confortável no território do mal.” Apesar disso, admite que o texto de António Barreira, o autor da novela, “é inteligente e sensível, e oferece aos atores a possibilidade de terem desempenhos ao seu melhor nível”. Essa é uma das razões por que acredita que a história vai conquistar o público, até porque “a concentração de bons atores por metro quadrado nesta produção é claramente superior à média”. No entanto, confessa que prefere histórias com “um herói bem definido, com quem o público se identifica, por quem sofre e se emociona”. Sobre a protagonista desta trama, Alexandra Lencastre, refere que “ela tem dois papéis muito exigentes”, daí que todos os colegas estejam solidários. “Tentamos dar-lhe o máximo apoio para que consiga ultrapassar este desafio.” E é ao falar de desafios que confessa: “Trabalho sempre com o objetivo de devolver à TVI a liderança das audiências. Sou muito competitivo por natureza”.
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|Pedro Lima fala sobre o seu papel em “Destinos Cruzados”
Agora no papel de vilão, o ator revela que prefere ser “bonzinho”