Quando tiver oportunidade de assistir ao videoclip do single de apresentação de “Revolução”, o segundo disco dos Amor Electro, não estranhe quando vir os elementos da banda de olhos vendados, enquanto interpretam “A Nossa Casa”. “Tem, obviamente, um sentido metafórico”, começa por dizer à tvmais Tiago Pais Dias. “A mensagem que pretendemos passar é a de que as pessoas estão adormecidas, mas, de repente, vão acordar, as vendas caem e vão unir-se por uma mesma causa.” À semelhança do músico, Marisa Liz faz questão de salvaguardar que os Amor Electro não pretendem ser “uma banda de intervenção ou ter um cariz político” nas suas letras, mas que não ficam “apáticos nem indiferentes” à realidade que se vive atualmente. “Temos a oportunidade de dar a nossa opinião, que nunca é política nem revolucionária, mas sim musical”, reafirma a vocalista. “A melhor decisão é continuar, não baixar os braços, olhar em frente. É isso que tentamos passar em A Nossa Casa”, acrescenta, justificando: “Escolhemos este tema, à semelhança de ‘A Máquina’, no disco de estreia, porque engloba tudo o que nós somos enquanto banda. Tem a parte pop, a rock, a eletrónica… e a mensagem, claro.”
O novo CD dos Amor Electro é editado a 21 de outubro, conta com dez temas, cantados em português, intensos e emotivos, fazendo jus à sua imagem de marca. “Tem músicas que falam de amor. Outras são mais interventivas, mas no coração das pessoas. O espírito do nosso segundo disco é mesmo esse: união e amor”, refere Tiago.