
José Carlos Malato, 54 anos, e o músico João Caçador, 29, voltaram a aproximar-se neste momento difícil que o apresentador atravessa pela morte do pai, António Malato, no dia 1 de maio. Para assinalar isso, o apresentador da RTP1 publicou no seu Instagram uma foto dos dois a beijarem-se. Trata-se de uma imagem recente, mas que podia ser antiga. “Houve uma aproximação, só que na verdade parece que foi ontem que nos separámos”, revela à TvMais, e acrescenta: “O essencial do sentimento manteve-se inalterável”. Depois de um ano e meio juntos, o apresentador e João Caçador terminaram a relação no início do ano. “Nós continuámos a ser amigos”, esclarece.
Sobre a fotografia que colocou na sua página oficial no Instagram e que incendiou a rede social, Malato conta que o fez com um objetivo: “Era acabar com as dúvidas, se algumas restassem sobre a minha sexualidade. Não há nada mais esclarecedor que um inocente e carinhoso beijo”. Quanto à altura escolhida para a publicação da imagem (encontra-se a fazer o luto pela morte do pai), realça que isso faz parte do momento que atravessa. “Nestes dias, tenho estado a arrumar a minha casa e a minha vida. O que assumi fazia parte dos assuntos que tinha pendentes comigo mesmo. Foram 50 anos e a vida passa num segundo. Em pouco tempo transformamo-nos num pote de cinzas.”
O anfitrião de “Receitas Lá de Casa”, da RTP1, defende que nunca assumiu antes a sua homossexualidade por respeito ao pai. “Não é que alguma vez me tivesse reprimido. No entanto, sabia que o meu pai preferia que eu vivesse a minha vida pessoal sem dela fazer alarde. Era como que um acordo entre nós.” Por isso, não tem dúvidas: “Onde quer que o meu pai esteja, compreenderá que queira viver a minha vida e a sexualidade é apenas um detalhe da dimensão do que sou”.

A forma de como hoje vive o amor é também tida por Malato como uma inspiração para outras pessoas. “Não me arrependo de ter respeitado o meu pai no seu ponto de vista. As pessoas na sua idade não têm a capacidade para compreender e aceitar a exposição pública de um filho ou de uma filha. Espero conseguir ajudar outros pais e outros filhos a compreenderem a homossexualidade e a compreenderem-se uns aos outros. Assunto encerrado.”