
A advogada que saiu da TVI foi a entrevistada de Júlia Pinheiro esta quarta-feira, 15 de novembro. Patrícia falou da sua vida, da associação que criou e do talento do irmão, o músico Zé Manel, dos ‘Fingertips’
No “Júlia” (SIC), Patrícia Cipriano, a advogada que saiu da TVI após a confirmação da contratação de Suzana Garcia para o painel de comentadores da rubrica ‘Atualidade’, do ‘Dois às 10’ desdobrou-se em elogios para o irmão. Para a advogada, se Zé Manuel estivesse em outro País teria um maior reconhecimento como músico. Mas não só. Para Patrícia falou do valor “artístico e humano” de Zé Manel. Patrícia diz que é ligada às pessoas, mas que o músico “uma pessoa ligada à alma das pessoas”.
Claro que estas palavras da advogada surgem após o irmão surgir no ecrã a enaltecer o carácter da irmã e a sua resiliência. Isto porque, conforme contou a Júlia Pinheiro, a advogada passou pela morte do marido e depois descobre ter cancro.
Associação com projeto inovador
“Quando descobri que tinha cancro, o meu mundo ruiu. Tinha perdido o meu marido há quatro anos, uma altura de grande sofrimento e de muita força que tive de ter pelos meus dois filhos”, recordou no “Júlia”.
A advogada também falou da infância feliz, do divórcio dos pais e do facto de se ter sentido descriminada por esse facto. Mas tudo se ultrapassou, pois mostrava ser uma pessoa de destemida e acabava por intimidar. Gostava de ser bailarina, mas acabou em Direito.
Mas, tristezas à parte, Patrícia lembra com saudade o tempo da Faculdade de Direito, em Coimbra. Quanto a projetos mais recentes, a advogada revelou que em 2007 fundou a Associação Portuguesa de Crianças Desaparecidas, após o desaparecimento de Madeleine Beth McCann.
Agora, a sua associação, que presta apoio jurídico mas que tem muitos outros projetos em carteira, está a criar um projeto inovador, ‘Lost’, o qual visa formar consultores em pessoas desaparecidas.