










Na última gala de “A Quinta”, Carlos Costa voltou a ter de falar sobre o assunto da máquina da verdade, onde foi dito que ele mentia quando afirmava nunca se ter prostituído. Triste com a situação que se gerou à volta desta questão, o cantor chorou quando confrontado por Teresa Guilherme e Wilson Teixeira, convidado dessa noite. Mais tarde, deixou um texto nas sua página de Facebook:
“Após estas semanas de duras provações à minha resistência e ao meu “estômago”. Chega um momento em que antes de descansar me APETECE (sim
APETECE) desabafar com todos aqueles que me acompanham.
Têm sido dias duros, dias em que quase mal tenho tempo para respirar. A pressão social é constante e o escrutínio dos olhares ainda maior.
Se já não havia privacidade, agora isso é algo muito distante da minha realidade. Já não posso comer, andar, sorrir nem falar por vontade própria e da forma como gostaria nem quando gostaria. Andar na rua sozinho, mesmo “disfarçado” é impossível.
Muitos se acham no direito de falar, comentar, rir e questionar a minha vida e as minhas atitudes. Acham-se no direito de me abordar na rua para opinar sobre a minha vida, sobre o meu futuro e até sobre o que uso ou deixo de usar.
Pessoas que dizem que me adoram, tiram uma foto e depois se riem nas minhas costas como se eu não visse/ouvisse. Pessoas que me desejam a morte, que me ameaçam de todas as formas sem que eu sequer saiba quem elas são. Pessoas que usam a minha inocência, a minha boa educação e a minha postura “politicamente correcta” para fazerem de mim aquilo que lhes apetece. Pessoas que pensam que não passo de um “espantalho abichanado” sem sentimentos e que não olha a meios para ter cinco minutos de fama. Pessoas que pensam que me conhecem porque lêem revistas e me veem na TV. Há de tudo.
Um dia tive um desejo: cantar e ser conhecido… Hoje esse desejo tem um sabor tão agri-doce.
Só queria poder abraçar os meus pais, os meus irmãos e os meus amigos. Que mais ninguém soubesse da minha existência por, pelo menos, uns momentos.
Tornei-me conhecido com 16 anos e trabalho há 9. Percorri todos os canais televisivos deste país, fiz de tudo um pouco e tenho tanto por fazer ainda. Sempre tentei aperfeiçoar os meus dons, a minha arte. Sei falar quatro idiomas diferentes, venci 23 prêmios nacionais e 2 internacionais. Lancei um álbum (tenho o segundo gravado e pronto) e vou no meu 5º single. Abri mentalidades, rasguei preconceitos e sempre com sorriso nos lábios e uma melodia na voz.
Será que ainda não sou merecedor de um pouco de respeito da parte de certa gente? Muitos dizem que não me dou ao respeito… Mas sinto sinceramente que por muito que me tente “dar ao respeito” irei ser sempre desrespeitado por fugir aos padrões estipulados pela nossa sociedade.
Quando é que a própria indústria irá parar de olhar para mim como a “bicha” que quer aparecer e passar a olhar como grande parte do público já olha: como “um profissional do nosso país”?
Terei que ir “lá fora” e provar o meu talento e o meu valor para ser valorizado cá?? Há necessidade?
Podia até enumerar tanta coisa mas seria dar mais “milho aos pardais”.
Com este “desabafo” estou apenas a partilhar o meu pensamento e a maneira como me sinto, não estou de todo a “querer aparecer” e muito menos a “alimentar polêmicas”, que por mim chegam. Acreditem, chegam!! E de mentiras então é que estou mesmo farto!!
Estou aqui apenas a partilhar um pensamento. Sendo eu, neste momento, “preso por ter cão e por não ter”. Se falo é porque falo, se calo é porque calo. Gostaria de saber quantos profissionais teriam a capacidade de levantar a cabeça depois do que me tem acontecido e sorrir como se nada fosse.
Imaginem-se na minha pele e tomem uma decisão/ atitude acertada… Difícil né?
Devo também, sem esquecer, agradecer à TVI, Endemol, Plural, e a todos aqueles (fãs, amigos, conhecidos, família) que neste momento acreditam no meu VERDADEIRO valor mas este desabafo já era devido faz algum tempo. Ainda assim, fica muito por dizer.
Continuarei aqui… Sendo feliz com as pequenas coisas boas que existem… Para bem de muitos e mal de outros tantos…