E ste foi certamente um ano que ficará para sempre registado na memória de Liliana Filipa, e não pelos melhores motivos. A dançarina, de 21 anos, viu o seu nome envolvido no triplo homicídio cometido pelo avô materno, Rogério Coelho, na Quinta do Conde, em agosto. Passados dois meses do crime, a ex-concorrente de “Casa dos Segredos 5” recebeu a notícia de que o avô não resistiu aos ferimentos do dia do massacre. Ao seu lado esteve sempre o namorado, Daniel Gregório, 21 anos, que a apoiou incondicionalmente. Pela primeira vez, a jovem de Sesimbra abre o coração e conta como foi 2015, o ano que considera “o pior” da sua vida”
Apesar de tudo o que aconteceu ter sido “horrível”, a jovem confessa que sente que pagou por algo que não fez. “Fui muito injustiçada. As pessoas julgam porque estão de fora, não sabem nada do que realmente se passou. Provavelmente agiriam da mesma forma. Ficou muito por explicar. Nós também nunca percebemos o porquê de isto ter acontecido. Estava tudo calmo. Nada fazia prever um fim destes.” Um ato inesperado que mudou a vida da ex-concorrente do reality show da TVI, mas que nunca a fez duvidar do que sentia pelo avô. “A família tem de estar acima de tudo e temos de a defender ao máximo. Nunca concordei com nada do que aconteceu, mas sempre valorizei o amor que o meu avô me deu a vida inteira. Deu-me tudo e trabalhou muito para o conseguir. Para mim, vai ser sempre a melhor pessoa do mundo. Amava-me com tudo o que tinha”, afirma, emocionada.
Também Daniel não consegue esquecer tudo aquilo que passou ao lado da namorada. “O facto de saber que a mulher que amo deitava-se e acordava todos os dias a chorar destruía-me. Vi-a pagar injustamente por um erro que não cometeu”, relembra.
Mas, apesar de tudo, há algo de que têm a certeza: que este ano serviu para os unir ainda mais. “O Daniel tem estado sempre do meu lado. Sem o apoio dele seria bem mais difícil esquecer-me deste momento triste. Faz tudo para me arrancar um sorriso.”
Sempre foi uma data que gostou de assinalar, mas este ano será diferente. “Adoro o Natal e de passá-lo com a minha família, mas este vai ser muito triste. Não há espírito natalício. Não vou celebrarr esta quadra, não faz sentido. O que caracterizava o meu Natal era estar em casa. Dar e receber amor”, explica a jovem.
Este ano faz questão de estar perto destas duas mulheres que ama, e passará um dos dias ao lado de Daniel, que também vive esta data a preceito. “Tenho uma família muito grande e o desejo do meu avô é que estejamos juntos nesta época. Já chegámos a alugar casas para passar o Natal porque somos mesmo muitos”, explica.