
Vai ser difícil de esquecer a edição deste ano do “Festival da Canção RTP”. Mais do que falado por muitos , a competição tem estado envolvida em diversas polémicas, que parecem não ter, tão cedo, um ponto final. Desta vez, a controvérsia surge pela mão de Luís Jardim. O produtor musical afirmou, em declarações a um site noticioso, que os elementos do júri daquele festival não têm qualquer conhecimento musical, salvo raras exceções.
As declarações surgem em torno da baixa pontuação obtida por José Cid, que apresentou o tema “O som da guitarra é a alma de um povo”. O produtor lembra aí que José Cid é mais conhecedor de música do que todos os elementos do júri juntos, do qual fazem parte Ana Bacalhau, Ana Markl, António Avelar Pinho, Carlão, Mário Lopes, Sara Tavares, Tozé Brito, Luísa Sobral,e Júlio Isidro, este último assumindo o papel de presidente.
Apesar de reconhecer talentos ao apresentador de “Passeio dos Alegres”, Luís Jardim defende que o conhecimento de Júlio Isidro na área musical, de espetáculo e televisão se limita à gestão, pois segundo este, “não percebe nada de música”.

A maior surpresa surge quando Jardim se pronuncia sobre Tozé Brito. É sobre ele que surgem as mais duras críticas, chegando a afirmar que este é a pior pessoa para fazer um parecer sobre a situação de Diogo Piçarra, envolto numa polémica sobre um possível plágio de uma música de origem evangélica já existente, ponto que o levou a abandonar a competição. Jardim acusa Tozé Brito de ter protegido músicos como Tony Carreira, igualmente envoltos em polémicas sobre alegado plágio, enquanto diretor da Sociedade Portuguesa de Autores, o que demonstra que “não é confiável”.
Sobre a questão de Diogo Piçarra, Luís Jardim recorda apenas que só existem sete novas musicais e que, apesar da possibilidade de criar variações, as semelhanças entre canções são recorrentes. Contudo, e apesar de se manter a ameaça de plágio no plano teórico, o produtor musical defende a inocência de Diogo Piçarra desta acusação.