
Sandrina, de apenas 21 anos, tem uma história complicada. A jovem de 21 anos é cabeleira, filha de pai cigano, mas teve de fugir de casa para concretizar esse sonho.
Aos 12 anos já tinha noivo, recusou-se a aceitar a situação: “queria estudar e namorar com quem gostasse.”
Aos 17 anos foi para Lisboa sem o pai saber, contando apenas com o apoio da mãe, para realizar o sonho de ser cabeleireira. Na mesma altura apaixona-se e começa a namorar, mas quando a mãe do namorado – “que me tratava como uma filha” – descobriu que era da etnia cigana, obrigou-os a separar. “Expulsou-me de casa e fez-me a vida negra”, contou Sandrina. Sobre a relação complicada com o pai, com quem esteve muito tempo sem falar, diz apenas: “Se Deus faz isto por algum motivo é”
Adora dançar, maquilhar-se, moda, confessa-se distraída e define-se como uma “menina feliz”. O seu lema é: “as pessoas são todas iguais por dentro”. E, como explicou em conversa com Cláudio Ramos, “não interessa raça, etnia, religião, cor ou país. Temos de conhecer as pessoas e aí sim julgá-las.”