O grande sonho de Nazaré está prestes a concretizar-se. A pescadora aceitou o pedido de casamento de Duarte e prepara-se para subir ao altar com o seu grande amor no último episódio da trama da SIC. No entanto, quando está a chegar à igreja, vai surgir um imprevisto. E a culpada é… Bárbara.
A noiva segue ao lado da mãe no carro e comenta o que lhe vai na cabeça. “Tenho vontade de saltar do carro, correr para aquela igreja e começar já a vivê-la”, solta, entusiasmada. Ao chegar junto à igreja, o motorista, que na realidade é o inspetor Santos, abre a porta do carro. A rapariga sai disparada e Matilde repara que ela não tem saltos altos, mas umas botas e brinca. “Enganaste-me, trafulha”. Nazaré sai do carro e fixa a igreja. Quando se prepara para avançar é surpreendida. “Não te atrevas a entrar naquela igreja!”, grita Bárbara, com a espingarda apontada à noiva. “Tu não mereces ficar com o Duarte! Ele é meu!”, insiste.
Sem medos, a noiva põe a mãe atrás dela e enfrenta a rival. Na esquina, está Nuno, que se esconde perante o aparato. “O teu problema sempre foi esse! Forçaste uma relação que não existe…”, refere Nazaré. A vilã, cada vez mais determinada, avança na direção da rival. “Ó besta, amar uma pessoa não é fazer tudo para a ter”, adverte a filha de Joaquim. “Sabes lá tu o que é amar!”, riposta a malvada. E a pescadora não se deixa ficar: “Sei! Enquanto tu manipulaste o Duarte, quiseste obrigá-lo a ficar contigo, eu só quis que ele fosse livre e feliz… comigo, ou sem mim. É por isso que hoje sou eu que vou casar com ele! Eu deixei o Duarte ir, mas ele escolheu ficar”, dispara. Bárbara está cada vez mais revoltada e ainda ouve: “E já perdi muito tempo contigo! Vou mas é casar”, continua Nazaré. É nesse instante que Santos se revela e aponta a arma a Bárbara, aconselhando-a a colocar a arma no chão, pois está presa pela morte de Félix. A noiva vira-lhe as costas para seguir para a igreja quando a filha de Dolores, a tremer de raiva, empunha a espingarda. Nuno começa a correr e grita, atirando-se para cima dela, que dispara na mesma.
Nesse instante, Duarte olha em direção à saída e percebe que houve um tiro. Sai da igreja, Joaquim e Laura acompanham-o. Cá fora, Nazaré está caída, atarantada, e Bárbara a debater-se debaixo de Nuno, que conseguiu impedir que ela cometesse mais um crime. O noivo grita pela sua amada. “Duarte… Meu amor”, solta a vilã, mas Laura acaba de chegar e algema-a.
Matilde aproxima-se da filha para perceber se está bem. “Eu estou bem… Só um bocadinho atordoada…”, queixa-se. O dono da Atlântida beija a amada com intensidade: “Eu não queria que corresses tantos riscos… Isto podia não ter resultado”, solta, percebendo-se então que foi tudo um plano para apanhar a malvada. “Foi uma armadilha? Como é que se atrevem?! Larguem-me!”, solta a filha de Dolores, enraivecida. A queijeira sai da igreja e vê a sua menina a ser presa. “Vamos para dentro. Tu não mereces ver isto…”, aconselha Joaquim. Mas ela quer aproximar-se da filha.
“Achas que não estávamos à tua espera? Preparámos tudo para te receber”, frisa a pescadora. “Sempre achámos que era hoje que essa fronha obcecada ia voltar!”, continua. Bárbara fica em choque ao perceber que o ex-marido também a traiu. “Tudo tem um fim, Bárbara… Até a tua loucura”, diz ele. Santos detém-a pela tentativa de homicídio de Nazaré e esta ainda pede ajuda à mãe. Em vão. “Eu tentei, filha… muitas vezes. Mas há um momento em que as escolhas dos filhos são mais fortes do que a vontade dos pais. Escolheste esse caminho. Agora aguenta-o”, solta a queijeira, entre lágrimas. Antes de entrar no carro, Bárbara ainda se declara a Duarte, que nem a ouve e só pergunta a Nazaré se precisa de um médico. “Achas? Vamos mas é casar!”, dispara a noiva. “Eu não vou deixar que a Bárbara estrague mais este dia!”, acrescenta. A rir, o noivo comenta que ela é louca. “Até parece que não sabes quem é que escolheste para o resto da vida!”, solta ela, pegando no braço dele e entrando na igreja.