

Neste momento, Isabel Figueira está magoada comigo, triste e disposta a deixar de ser minha amiga. Entendo! Mas sou, além de amigo dela, uma pessoa justa e um profissional. Após a entrevista publicada na revista TvMais na edição passada, a minha obrigação era saber mais. Recebi da parte de Isabel muitos documentos que mostram o seu empenho de mãe, a sua dedicação e a luta desesperada pelo bem do filho Rodrigo. Mas a verdade é que em nove anos nunca falei com César Peixoto. Ele nunca falou com ninguém sobre isto! Depois de estar com ele ao telefone largo tempo, percebi um pai triste nas suas emoções, desesperado para que um juiz lhe dê mais dias com o filho. Os papéis cruzam-
-se, recebi muitos papéis que jamais irei revelar, porque o que está em causa aqui é o bem-estar de uma criança que tem a idade da minha filha, logo, o que não acho necessário tornar público mas que tenho como prova e guardo para mim. Agora, existe em cima da mesa um acordo de Isabel e outro de César com o objetivo de juntos chegarem ao melhor para os três. Uns dias com a mãe, outros com o pai, sem quebrar as rotinas da criança, que neste momento vive muito perto do progenitor, que tem todo o tempo do mundo para ele. O mais urgente aqui é esquecer um passado e lutar por um presente. Do que li, não me restam dúvidas de que ambos lutam pelo mesmo, embora cada um à sua maneira. Quero também deixar claro que César me justificou as razões dos incumprimentos com a pensão de alimentos e eu acreditei piamente. Acreditei mesmo! Não sou de me deixar enganar. Não há razões para isso. Não sei se Isabel deixará de ser minha amiga porque a minha razão falou mais alto e o meu coração de pai colocou-se ao lado de um pai. Talvez sim, talvez não. Ela não deitará fora os nove anos que estive ao seu lado, o facto de nunca a ter atacado como mãe. Mas ela vai ter de perceber que César é um pai, como eu sou. Que há anos não podia estar com o seu filho, como pode estar agora. Que há anos pagava mais de 1000 euros de pensão, mas que agora sente e considera justo reduzir esse valor, estar mais tempo com o filho e garantir-lhe a educação. Existirão, neste processo, sempre dados que não batem certo. Isabel, na última conversa que tivemos, diz-me que o valor estipulado são os 1184 euros, que ela não pede nada, que deverá ser o juiz a dar conta dessa alteração. Vamos ver! Se mandasse no mundo, jamais deixaria que uma criança com 10 anos assistisse a isto de camarote. Uma mãe é uma mãe, mas um pai não é menos importante só porque em determinado momento da sua vida profissional, e após a separação, não conseguiu cumprir o estipulado. Não acho justo. A César o que é de César!