
Foi no “Dois às 10” (TVI) desta quarta-feira, que o apresentador revelou, em direto, que o pai nunca aceitou a sua orientação sexual. A partilha do apresentador surge na sequência da história do seu entrevistado, Gabriel, um menino que nasceu num corpo de mulher.
Um dia depois de na sua página de Instagram, o apresentador ter postado uma mensagem ao seu companheiro, por ser Dia dos Namorados, Cláudio Ramos fez aquela revelação em direto.
No programa que apresenta em parceria com Maria Botelho Moniz, e ao entrevistar Gabriel e a família, o apresentador afirmou: “Quem me dera ter tido um pai assim… O meu pai morreu sem aceitar a minha orientação sexual, nunca aceitou, nunca gostou, achava que eu era doente”.
Ainda assim, ressalvou: “A minha mãe não!”. No entanto, admitiu: “Ter um pai assim deve ser um alívio”.
Isto porque os pais do menino aceitaram sem questionar a mudança de género que está agora a decorrer.
Após o programa, Cláudio Ramos recorreu ao Instagram para dedicar um longo agradecimentos aos entrevistados.
“Gostava muito que vissem o programa de hoje e conhecessem a bonita família de Gabriel. É impossível não entender que acima de tudo está o amor. O que ali se viveu foi uma bonita e emocionante bolha de amor”, escreveu o apresentador.

Pai, avós… família juntos pela felicidade do Gabriel
Antes, porém, começa Cláudio Ramos começa assim: “Transgénero. Para muitos ainda é uma palavra estranha no seu profundo desconhecimento. É ainda uma palavra recheada de preconceito por muitos dos lados. Não é fácil uma criança chegar ao pé da mãe e dizer-lhe: ‘mãe, estou a sufocar. Não quero viver neste corpo. Eu sou um menino e tenho o corpo de menina!’. Não me venham com histórias porque não é fácil e menos ainda em lugares fora dos chamados grandes centros de privilégio”.
E mais acrescentou: “Hoje, conhecemos o Gabriel. Conhecemos a família do Gabriel. O pai, o avô, a mãe, a irmã, os sobrinhos, o tio… todos juntos pela felicidade do Gabriel que nasceu Lara e cedo percebeu que não era feliz. ‘Sabia o que queria desde muito pequenino!’. Sentiu medo, solidão, desespero, ansiedade, revolta, nojo. Pensou no pior… até que falou com a mãe. Que falou com a família toda. Hoje conhecemos a história de um herói, porque é preciso ser-se gigante para fazer o que hoje fizeram o Gabriel e a sua familia. Juntos, exerceram o verdadeiro serviço público, que mais não é que mostrar a naturalidade de uma família feliz que tem este pedaço de história dentro com todas as dificuldades inerentes”.
Da sua longa ‘missiva’ destaque para as palavras finais de Cláudio Ramos: “Não há dinheiro que pague nem campanha de sensibilização que faça o que vocês fizeram hoje. Eu sei! Muito obrigado mesmo”.
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