Sofia Alves, 40 anos, volta aos papéis de protagonista. No papel de Mariana, a atriz está à frente de um grupo de sete mulheres que dão nome à novela que estreou no dia 1 de junho com 1,409 milhões de espectadores. Uma personagem muito intensa, que começa a ação a chorar quando quase perde a filha num acidente e que, pouco depois, descobre que sofre de cancro da mama e não partilha com ninguém a sua dor. “Já fizemos cenas muito dramáticas e vamos gravar a consulta da Mariana quando o médico lhe dá a notícia. Ela acha que tem um quisto no peito e tem um cancro”, revelou Sofia na estreia da mais recente produção da TVI. “De facto, têm sido cenas magníficas e é uma grande sorte poder ter este papel na mão e poder defender tão bem todas as mulheres que já passaram por isso. A nível da narrativa está tudo lá. Só me compete dar o meu melhor”, disse, ainda sem reservas.
No caso da atriz, a realidade da doença já era bem conhecida, pois em 2009 teve cancro de pele. “Tinha um sinal que degenerou, ficou 30 vezes maior quase do dia para a noite”, revelou nesse ano. Agora voltou a referir o assunto quando questionada sobre se tinha conversado com Fernanda Serrano, que também lutou contra o cancro da mama, e que está com ela no elenco. “Não tivemos oportunidade. Para já, é um assunto muito sensível. Se houver possibilidade e se se justificar, sim, mas eu própria também passei por um cancro e é sempre muito violento falar dessas questões que são muito pessoais, muito emocionais”, diz, acrescentando: “De qualquer forma, quando me preparei para este trabalho também estive com vários médicos, por isso acho que não há necessidade de pôr o dedo na ferida, de escamotear uma opinião. Como devem calcular, é muito violento.”
Ainda assim, quando leu a sinopse, não hesitou em interpretar a agente imobiliária, até porque, apesar de tudo o que lhe acontece, ela é muito positiva e não se deixa abater. Nem sequer pensou no que tinha passado quando soube a evolução da personagem. “É o papel mais real que interpretei. Do ponto de vista emocional, é o mais difícil, sim.”