A passar pela maior provação da sua vida, desde que perdeu o filho, André Sousa Bessa, no dia 29 de junho, Judite Sousa, 53 anos, tenta ganhar forças a cada dia que passa e, embora não tenha a certeza de quando vai regressar ao ativo, já confidenciou que tenciona fazê-lo. “Ela só volta ao trabalho lá para setembro. Foi o que me disse em conversa”, confidenciou-nos fonte próxima da jornalista e diretora adjunta de Informação da TVI.
A tvmais também conseguiu saber que, no dia 11 de julho, houve uma reunião de Direção fora das instalações do canal e da qual esta foi informada. O facto poderá evidenciar que Judite é uma mulher de armas e não está disposta a desistir, apesar da enorme dor que sente. “Está tristíssima, mas está ligada à vida, aos amigos, ao mundo. Há momentos de total desespero, que só quem passa por isto pode saber, no entanto está acompanhada de todas as formas possíveis”, revela Manuela Moura Guedes, que desde a primeira hora tem sido incansável com a amiga. “É um processo de luto terrível. A pior coisa que se pode passar. Morrer um filho antes de nós é morrer parte de nós. Essa perda nunca se ultrapassa, mas há que agarrarmo–nos a vida e ela está a fazê-lo. Apesar das fragilidades que tem, a Judite é uma mulher muito forte”, confidencia a apresentadora de “Quem Quer Ser Milionário?”, da RTP1.
Nesta recuperação têm ajudado os amigos, que não a deixam só, e o público, que tem demonstrado o seu carinho e apoio através das mensagens que lhe fazem chegar e ao qual tem agradecido com enorme humildade e gratidão. “Está a responder melhor do que poderíamos imaginar. Reage ao carinho das pessoas. É muito bom para ela sentir esta ternura e solidariedade. Dá-lhe a perceção de que estão preocupados com ela. O trabalho tem sido o seu motor essencial e sente-se agarrada à vida através das pessoas para quem tem trabalhado. Têm sido um sustentáculo importante”, refere Manuela, que estava afastada, há vários anos, da colega. Apesar disso, nunca cortaram os laços e, junto com o marido, José Eduardo Moniz, foi das primeiras a chegar ao hospital onde André esteve internado. “Temos sido o apoio uma da outra ao longo do tempo. Às vezes, encontramos pedras que nos fazem doer os pés e não vamos por ali, mas depois há coisas tão importantes que afastam tudo. Entre mim e a Judite nunca houve pedregulhos”, explica Moura Guedes.