Costuma dizer-se que o tempo tudo cura. Porém,
Filomena Vieira rejeita essa máxima com veemência
. “Não. O tempo não cura. Para mim, é como se o meu filho tivesse partido ontem”, diz, volvidos quase quatro anos da morte do jovem cantor. A vida da mãe de Angélico parou no dia em que o seu único filho partiu.
“É uma dor imensa. Só quem é mãe me poderá entender. Estou num lugar em que nenhuma mãe quer estar”, disse à
tvmais, quase em lágrimas.
Desempregada, tal como se apresentou à juíza, ficou sem objetivos de vida e a única meta que tem é limpar o nome do filho, acreditando piamente que o jovem não teve culpa do acidente.
“Perder um filho e enfrentar todo este processo é muito doloroso. Só me interessa repor a verdade. Nem sei onde vou buscar forças para continuar. É algo que me vem de dentro e me diz que tenho de fazer isto. No fundo, sou uma mulher de armas e vou lutar até ao fim”, confessou à nossa revista.
Antes de o filho morrer, a 28 de junho de 2011, Filomena geria o seu cabeleireiro no Laranjeiro, margem sul do Tejo, e era conhecida por ser uma mulher bem-disposta, muito sorridente e orgulhosa do sucesso alcançado por Angélico, de quem sempre foi muito próxima e cúmplice. Hoje, passa grande parte do tempo fechada em casa e são raras as vezes que consegue esboçar um sorriso no rosto.
“Ela é uma sombra daquilo que era. Isola-se em casa, passa muito tempo no antigo quarto do filho, que mantém praticamente intacto, raramente sai… E veste-se sempre de branco, que era a cor favorita do filho”, relata-nos fonte próxima da antiga cabeleireira. De facto, desde o funeral do jovem de 28 anos que Filomena se passou a apresentar em público sempre trajada de branco.
“Ela é uma pessoa muito espiritual. Acredita que o Angélico está a olhar por todos nós”, acrescenta.
Segundo o que
tvmais apurou, o marido, Milton Angélico, é quem a incentiva a não desistir de viver.
“Se não fosse ele, não sei… É o pai do Angélico, que depois do filho morrer deixou tudo o que tinha em Angola para estar ao lado da mulher, que não a deixa cair no fundo do poço”, garante a nossa fonte.
Refugiada da sociedade, Filomena deixou de ter qualquer tipo de vida social. Do seu núcleo próximo fazem apenas parte alguns familiares e amigos, entre eles Rita Pereira. Quando o filho faleceu, Rita já não era a sua namorada oficial, mas os laços que criou com Filomena perduram até hoje.
“A Rita Pereira continua a visitar Filomena com frequência. Para ela, a Rita será sempre a sua nora do coração”, conta fonte próxima da estrela da TVI.