
Fanny Rodrigues usou o seu blogue para reagir à absolvição do pai, Fernando Rodrigues, no processo de violação que lhe tinha sido movido. Vejo o texto da jovem que decidiu dar o seu “grito de revolta”:
“Infelizmente, neste mundo, o que mais há é maldade. Inveja. Pessoas mal-amadas. Pessoas mal-fodidas. Essa inveja e essa maldade, tem mexido muito comigo e com a minha família.
O mais grave, foi acusarem o meu pai de VIOLAÇÃO!
Pessoas, a quem os meus pais abriram as portas de casa.
Pessoas, que os meus pais tanto ajudaram.
Pessoas, a quem os meus pais davam tudo e mais alguma coisa.
Pessoas, de quem eu nunca fui à bola.
Pessoas, que passavam a vida a falar mal dos próprios familiares e que depois, pela frente, era só sorrisos e beijinhos!
Pessoas, FALSAS.
Pessoas, MÁS!
Pessoas, sem escrúpulos! Pessoas, sem personalidade.
Hoje, decidi falar-vos sobre este assunto pela primeira vez. Depois de tanto silêncio, tanta revolta, hoje é o dia!
O dia em que grito ao mundo a INOCÊNCIA DO MEU QUERIDO PAI! E só grito, porque essas irmãs, fizeram questão de difamar o meu pai!
Não só, na Suíça, como em Portugal e para os portugueses do mundo inteiro.
Hoje, venho limpar o bom nome do meu pai. Do Sr Fernando. Da minha família!
Primeiro: porque o meu pai foi declarado pelo tribunal suíço: INOCENTE.
Segundo: porque me quero vingar
Terceiro: porque quero que essas pessoas, sintam vergonha, quando saírem de casa.
Quarto: porque fizeram muito mal. A mim e aos meus.
Ninguém imagina, o quanto choramos.
Ninguém imagina o que a minha irmã sofreu na escola. Entre bocas a olhares.
-Olha a filha do violador!
– Devias de ter vergonha do teu pai!
Sabem o que custa?! Uma criança inocente, uma criança ouvir e sentir isso na pele?! … Não sabem! Não imaginam. As lágrimas,…
As baixas de nota. Mau comportamento. Crises de ansiedade.
A minha mãe. Coitada da minha mãe. Depois de tudo o que já passou, quando pensava que finalmente tinha paz, leva com esta bomba. De pessoas em quem em tempos confiou. Pessoas a quem deu tudo o que estava dentro de um apartamento, entre outras coisas!
Eu?! Eu, sempre chorei. Chorei sozinha. Chorei muito. Ao ponto de nem sair de casa, visto que tinha duas batatas em vez de dois olhos.
Mas à frente deles fazia-me sempre de forte. Sempre! Dizia para termos fé! Que tudo se ia resolver!
Fui-me abaixo. Vezes sem conta. Pensei e temi o pior. Mas nunca, nunca duvidei da inocência do meu pai.
Sabia perfeitamente que ele seria incapaz de tal coisa! Incapaz.
Ele já errou. Sim! Como toda a gente. Mas violar?! Nunca!
Ele não é nenhum monstro! (Como tu dizes minha mentirosa, Ana Carvalho)
Longe disso. E foi ele quem mais sofreu!
Os meus avós, que já têm uma certa idade, depois de tudo o que já ouviram e leram, tiveram de lidar mais uma vez, com a maldade. Crueldade do ser humano!
Nojo! Muito nojo. Raiva. É o que eu sinto dessas pessoas!
Hoje, estou feliz. Hoje, estou aliviada. Hoje, sinto bem.
Ainda tenho muitas mais coisas por dizer, mas por enquanto…”