Neste mês e no próximo, Tony Carreira vai estar inteiramente dedicado à sua digressão pelas mais diversas cidades e localidades de Portugal, incluindo uma visita aos arquipélagos da Madeira e Açores. Depois vai começar a focar-se nos seus espetáculos em grandes salas: o concerto do Multiusos de Guimarães, a 29 de outubro, e os da Altice Arena, em Lisboa, em 18 e 19 de novembro. Mas não só. “Paralelamente, vou começar a trabalhar para o meu novo disco e para a gala da associação da minha filha”, disse, no “Dois às 10”.
Como já foi anunciado, este ano a Associação Sara Carreira vai atribuir bolsas a 22 (a idade que a filha faria se fosse viva) crianças e jovens para que assim consigam ter um futuro profissional. Uma vez mais, a cerimónia de apresentação dos 22 bolseiros será transmitida na SIC, que é uma das parceiras daquela organização. Um grande evento que contará com rostos bem conhecidos das mais variadas esferas da sociedade portuguesa.
Projetando já o ano de 2023, Tony vai voltar à estrada e explorará palcos além-fronteiras. “Para o próximo ano, tenho muitos concertos marcados na tournée francesa, que foi um sucesso este ano, e vou estar nos Estados Unidos, Canadá e por aí”, afirmou. Todos estes desafios profissionais, que tanto alegram quem o admira, acabam por camuflar a dor que lhe assola o coração por não ter a sua princesa por perto. O cantor só quer que o capítulo relacionado com o que aconteceu realmente no acidente de viação que vitimou a sua menina se encerre rapidamente. E afirma-o, tecendo, uma vez mais, duras críticas aos tribunais. “A nossa justiça é a miséria que é, estou há dois anos para saber o que é que aconteceu à minha filha”, afirmou, sublinhado: “A Justiça está neste estado porque para quem manda é interessante que seja assim. A única coisa que eu exijo saber, como pai, é o que aconteceu, porque culpar alguém não resolve absolutamente nada.” Recorde-se que quem ia ao volante do carro era Ivo Lucas, então namorado de Sara, que está acusado de homicídio por negligência, tal como a fadista Cristina Branco. Outros dois arguidos também terão de responder por outros crimes neste processo que parece não ter fim à vista.