
No melhor mês do ano para o artista e com uma agenda cheia de concertos, José Malhoa vê o seu nome debaixo dos holofotes e não é por bons motivos. O cantor e a sua editora escolheram a Paróquia de Cortegaça, no município de Ovar, para a gravação do teledisco do seu novo tema, “Ela Queria Três”. Uma escolha, segundo a instituição, não autorizada. Num comunicado partilhado no Facebook, a igreja expressou “indignação” pela forma “espalhafatosa” como as suas instalações foram utilizadas pelo artista e pela sua equipa de produção. José Malhoa “desrespeitou toda uma comunidade” ao atingir “aquilo que consideramos mesmo uma profanação do espaço interior da nossa igreja ao utilizar um lugar sagrado para um uso satírico e imoral”, pode ler-se na nota. O cantor, por sua vez, também usou as redes sociais para se defender, rejeitando todas as acusações. “A editora Vidisco, cumprindo escrupulosamente os trâmites legais, requereu autorização junto da Câmara Municipal de Ovar para a realização das filmagens do clipe musical no jardim que se localiza em frente à Igreja Paroquial de Santa Marinha de Cortegaça, nos passadiços da Barrinha e junto à praia de Barrinha, ao qual foi concedido por despacho do Senhor Vereador”, explica a editora de Malhoa, que acrescenta que foi uma “proposta” do secretário-adjunto da Junta de Freguesia de São Vicente que a gravação tivesse também lugar dentro da paróquia. “Veio dizer que não havia qualquer obstáculo legal para que a mesma fosse feita.”