Os s próximos capítulos de “O Beijo do Escorpião” vão surpreender com muita emoção e cenas de grande aparato técnico. No centro da ação está Becas, a personagem interpretada por Patrícia André. Depois de sobreviver a uma hemorragia inesperada que põe em risco de vida a filha de Henrique (Nicolau Breyner) e o bebé, a trama adensa-se e termina da pior maneira. O nascimento do pequeno José não vai conseguir aproximar Becas do pai, que continua a impedi-la de entrar na casa da família. Ela desobedece-lhe e vai visitar a mãe, Madalena (Lídia Franco). Quando a vê ali, Henrique perde as estribeiras e discute com ela de forma violenta. A rapariga, abalada, sai a correr, mete-se no carro com o filho recém-nascido e, em lágrimas, acaba por perder o controlo da viatura, que sai da estrada e capota várias vezes num descampado. Henrique, sentindo-se culpado, mete-se no carro e vai atrás dela, para lhe pedir desculpa. Ao ver o carro capotado, corre a socorrê-la, mas é tarde demais: Becas está morta, e só o pequeno José sobrevive à tragédia. Em choque, o banqueiro retira o neto do carro.
Grande aparato
Nicolau Breyner conta como foi gravar esta cena: “Na verdade, o bebé era uma menina, a Maria João, que se portou lindamente. Foi muito simples: nos ensaios, usámos sempre um boneco, e só na altura de gravar levávamos a bebé para o local. Quando o realizador gritou ‘Ação!’, abri a porta do carro e ela choramingou um pouco, e quando peguei nela, calou-se. Foi, sem dúvida, uma ótima atriz!”, brinca.
Para gravar esta cena, a equipa de exteriores de “O Beijo do Escorpião” teve um trabalho intenso e recorreu à ajuda de duplos profissionais, liderados por Carlos Pereira, da Campground. Foi ele quem conduziu a viatura que se despista: “Este é um tipo de trabalho que exige muita preparação e implica algum perigo, mas correu muito bem”, conta. “O carro esteve uma semana na oficina, onde foi preparado. Construiu-se uma jaula de tubos, onde fui preso com cintos especiais, equipado com capacete, luvas e joelheiras.” Para estas gravações, foram necessários dois dias de trabalho, e uma vasta equipa técnica por isso, admite que há sempre um certo nervosismo. “Tentamos minimizar os riscos ao máximo, mas pode haver uma explosão ou algo do género.” No terreno, contou com a ajuda de três colegas, essenciais para que tudo fosse feito à primeira e em apenas uma manhã. Contas feitas, tudo correu bem: “O realizador ficou bastante satisfeito, e isso é que é importante”.