A Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens (CNPDPCJ) enviou um comunicado às redações no qual demonstrava as preocupações quanto ao programa “Supernanny”. Em causa estará o facto de o formato ter “um conteúdo manifestamente contrário ao superior interesse da criança, podendo produzir efeitos nefastos na sua personalidade, imediatos e a prazo”.
Teresa Paula Marques, a psicóloga anfitirã de “Supernanny” já reagiu a esta polémica. “É um problema da SIC”, referiu ao “Observador” quando questionada sobre a violação da privacidade e dos direitos das crianças que surgem no programa. A especialista remete e o assunto para a produção do formato e garante que não surge na televisão enquanto psicóloga, não especificando, no entanto, qual é o seu papel.
Recorde-se que “Supernanny” é um programa que já chegou a cerca de 15 países, tais como o EUA e o Reino Unido. Também nesses países formatos semelhantes receberam diversas queixas e foram mencionados num relatório do Comité dos Direitos das Crianças das Nações Unidas em 2008.