Desde que chegou à Nazaré que Natália sempre alegou que queria recuperar o amor de Duarte e promover a paz entre os dois filhos. Mas, em breve, os planos da viúva de António vão sair furados, quando o marido de Nazaré se quer vingar da mãe por esta ter uma percentagem maior da Atlântida como viúva do seu pai.
É o próprio empresário que comunica à progenitora a sua decisão. “Eu vou alegar que a Natália abandonou o lar e que, por isso, não tem direito a nada do que era do meu pai”, afirma, mas a mãe nega ter abandonado o lar, explicando que foi expulsa. “Eu era maltratada, tentei salvar-te, salvei o Rui!”, defende-se. Mas Duarte não quer ouvi-la: “Vamos ver se o juiz vai acreditar nisso. Ou se vai ficar mais sensibilizado pela versão do filho que ficou sem mãe aos dois anos, sem qualquer explicação”. Natália está cada vez mais em choque com as duras palavras do filho mais velho e Rui intervém, atacando o irmão: “Pelos vistos, o Duarte-bom-rapaz, afinal, é um sacaninha. Como eu sempre disse”, critica. O marido de Nazaré continua o seu raciocínio: “Durante vinte e sete anos a Natália não disse nada, nem sequer que estava viva. Agora volta e quer ficar com tudo? É uma aproveitadora, uma ladra… Vai-me dizer que, se eu não tivesse um cêntimo, também tinha voltado?”, indaga. “É verdade que eu sempre achei que não devíamos voltar, mas o Rui insistiu e eu percebi que não podia continuar a viver sem ti. Tal como tu ficaste órfão de mãe, eu fiquei órfã de ti!”, responde a senhora. Mas Duarte não se deixa levar e mantém-se ao ataque: “Continue a arranjar as desculpas que quiser para aliviar a sua consciência, mas nada justifica o que está a fazer”. Perante as palavras do irmão, o veterinário volta a meter-se ao barulho: “Nem o que tu estás a fazer! Nunca me enganei sobre ti. Acusas-nos de te roubar, mas a tua principal preocupação desde o início sempre foi proteger o teu património. Por isso é que nos rejeitaste. Qual transtorno de personalidade, qual quê!”, solta. Ao ver o cerco a apertar-se, Natália pede ao filho que não abra uma guerra em tribunal contra eles, alegando que não merece tal coisa. Mas o rapaz não está para meias medidas: “Vocês é que abriram a guerra, agora vão levar com as consequências até ao fim”, diz deixando o local.
Já a sós com o filho mais novo, a senhora mostra-se apreensiva e quer falar com Amélia para perceber que caminho seguir. “Tu e a mania da diplomacia… E agora, mãe? Como é que vai ser? Achas mesmo que podemos trabalhar juntos? Eu digo-te o tens de fazer: parar de acreditar que podes ser uma mãe presente na vida do Duarte! Ele não é quem tu pensavas. Ele só quer o dinheiro, as empresas, o poder! Vais deixar que ele renegue tudo o que tu passaste com o pai?”, atira. Aos gritos, Natália pede-lhe que não a massacre e diz que vai mesmo ter uma conversa com a advogada.
A Hora da Verdade
Dias depois, Duarte é chamado à Atlântida para uma reunião de emergência. Ao chegar lá encontra dois caixotes de papelão e vê Rui a carregar outro. “Estou a arrumar as tuas coisas”, avisa-o o irmão. O empresário pega no caixote de volta e vai a levá-lo para o seu gabinete quando dá de caras com a mãe e Amélia. “Eu sei que nós temos uma reunião! Mas o que é que este imbecil está a fazer? Que ideia é esta de pegar nas minhas coisas e tirá-las daqui?”, questiona. “Eu só me estou a adiantar”, refere o veterinário e Amélia anuncia mudanças na empresa. “Desculpa, mas a partir do momento em que decidiste processar-me, não me deste outra opção. A partir de hoje, já não trabalhas na Atlântida. Estás despedido”, anuncia Natália.
A discussão instala-se e Duarte avisa que não o podem expulsar da sua empresa. “Não podemos tirar-te os teus 16 por cento, nem afastar-te do Conselho de Administração… Mas como sócios maioritários, podemos escolher outro CEO”, avisa Rui. O empresário pede ao seu advogado um esclarecimento e Amélia antecipa-se: “Desde que os meus clientes cumpram os requisitos para o despedimento e haja lugar a indemnização…”. “Francamente, não vejo como possamos impedir”, explica Barbosa. Natália ainda diz ao filho mais velho que ele pode evitar tal situação: “Desiste dos tribunais e aceita o acordo que te ofereci para trabalharmos juntos”, solta. Mas o rapaz não está interessado: “Eu é que perdi uma mãe! E ela agora volta e ainda me tenta roubar!”, solta, desiludido. Rui volta a provocá-lo: “Vou ser sincero, prefiro ver-te pelas costas. Mas a mãe insiste que podemos ser uma família”. Duarte anuncia então a sua decisão: “Depois do que me fizeram, nunca vamos poder ter qualquer espécie de relação!”, dispara, deixando a mãe em lágrimas. Rui sorri, satisfeito e continua a provocação: “A carta de despedimento. Por mim, tinha mandado pelo correio, mas a mãe é do campeonato da ética e achou melhor falar contigo primeiro”, solta. Triste, o marido de Nazaré pega na carta e rasga-a, enquanto o irmão o olha com desdém. Consternada, Natália refere ainda que ele vai receber a indeminização a que tem direito. “Não me chame filho! Eu tenho vergonha de ter uma mãe como a Natália”, diz Duarte. Mas a mãe mantém-se firme: “Abriste uma guerra contra mim. Só estou a defender-me”, contra-ataca. E o filho ainda reage: “Eu vou lutar com todas as minhas forças, com todas as armas que estiverem ao meu alcance para fazer justiça!”. Antes de ele sair, Rui volta a provocá-lo por agora ser o sócio minoritário e Duarte insiste que vai vingar-se: “Esta luta que vocês estão a começar agora, eu já a ganhei. Já recuperei a Atlântida uma vez e vou recuperar de novo! Vemo-nos no tribunal!”, anuncia, saindo em seguida.
Nazaré em Choque
Desorientado, o rapaz vai ao encontro da mulher, que está com os pais. Todos lamentam o que acabou de lhe acontecer. “Quem tem uma família assim, não precisa de inimigos”, diz Matilde. “Para mim, a Natália é pior do que o Rui! Fez-se de inocente desde o início, sempre disse que não queria o teu dinheiro para nada e olha agora”, acrescenta Nazaré. Entretanto, chega Toni que ainda goza com a situação, mas depois percebe que o assunto é sério. “Filhos da mãe! Eu bem disse que eles não me cheiravam. O Rui, amiguinho dos animais, mas a querer gamar a namorada do mano; e a Natália, toda chorosa e lambe-botas, a serpentear como uma cascavel”, diz. Joaquim ainda tenta defender Natália, em vão. E Nazaré pede ao marido que vá à luta: “Tu não os podes deixar sozinhos na Atlântida, Duarte! Tens de ir para lá e ocupar o teu lugar, antes que eles deem cabo daquilo!”. E Toni oferece-se para o ajudar: “Se quiseres, eu vou contigo, dou uns bananos ao filho da mãe. Não bato em mulheres, mas a Carlinha faz culturismo e pode arrumar a Natália…”. Mas Duarte não tem hipóteses e não pode mesmo voltar à Atlântida.
Acompanhe tudo sobre as novelas portuguesas aqui, em Holofote.pt!