
A editora passa por dificuldades e ele reúne-se com os advogados. Sandra está ao lado do pai quando são informados de que a situação é muito frágil. “Mas há solução? Tenho património, posso vender, hipotecar… Faço o que for preciso para salvar a editora”, afirma ele, desesperado. A resposta não é a desejada e Romeu tem de informar os funcionários. Mónica, Mel, Gabriel, Leandro, André e a sua filha aguardam pelas suas palavras. “A solução passa por vender bens, que não chegam para cobrir o prejuízo… Contrair dívidas para pagar dívidas também não é uma hipótese. O que me levou ao único desfecho possível…”, diz, com a voz cada vez mais embargada. “Vou decretar a falência da Lua de Mel”, anuncia, para choque de todos.
A ex-namorada de Rogério chora, enquanto Mel a consola. “Tentei defender o vosso trabalho até ao limite… Os vossos sonhos também eram os meus”, insiste o empresário. “Se tivesse armas, nunca deixaria de lutar.”
Linda metida ao barulho
Sandra explode e assume que foi ela quem deu cabo de tudo. “Deste o teu melhor, não criaste este problema”, considera a tia. “A editora já não me pertence”, explica Romeu. “Qualquer pessoa pode comprá-la e com ela as dívidas, os contratos, tudo”, prossegue, cada vez mais triste. “Não há nada que possa fazer para impedir alguém de ficar com… a minha vida”, diz, saindo para a rua. Depois, olha para a fachada, destroçado. “Não é uma vontade minha. Não tenho como manter nada disto sem afundar tudo”, lamenta. “Quando estavas com a minha mãe acreditavas que tudo era possível!”, lembra Mel, enquanto ele desvia o tema. “Pois… Disso não me lembro, mas sei que os sonhos não duram para sempre, não é?”, riposta ele. Mas a namorada de André não se cala: “Se a minha mãe estivesse aqui ia dizer-te o contrário, que podemos sempre continuar a lutar, que é sempre possível!” É então que Mónica os interrompe e argumenta: “Tu és demasiado nova e a tua mãe não tem noção da gravidade do problema”. A cunhada reitera que Linda também será afetada. “Como qualquer artista. A preocupação da Linda deve ser só a de uma cantora comum”, refere a agente, provocando a revolta na cantora. “A minha mãe nunca será comum, mas já entendi a tua ideia”, diz, regressando à editora.
“Estás encurralado, por isso, não lamentes o que viveste”, diz Mónica a Romeu, enquanto ele chora: “Era mais fácil se tivesse sido eu a dar cabo de tudo. Não consegui salvar a porcaria que a Ângela e depois a Sandra fizeram”. Mónica incentiva-o: “Isto não acaba aqui. Da mesma forma que construíste a Lua de Mel vais ser capaz de superar isto e renascer mais uma vez”. Em seguida, abraça-o: “Não estás sozinho. Quem te ama está ao teu lado”.