“Um nojo” dizem algumas das concorrentes da versão espanhola do “Big Brother” (Gran Hermano) ao ver uns calções sujos. Acusam colega de se masturbar e instala-se a polémica. O caso incendiou as redes sociais e até uma ONG se pronunciou.

Aconteceu no dia 30 de outubro e continua a dar que falar. Um dos concorrentes do “Grand Hermano”, versão espanhola do “Big Brother”, masturbou-se na casa, chocando colegas, sobretudo, as mulheres.
O caso incendiou as redes sociais, com a maioria dos internautas indignados.
Entretanto, hoje, e no seguimento de um julgamento que começou em Madrid, a Aministia Internacional pronunciou-se sobre o que sucedeu por estes dias no reality show da Telecinco.
Depois de ver imagens de um concorrente (Thiago) a beijar e a tocar em outro (Agustín), quando este dormia, a ONG critica o momento.
A Amnistia Internacional afirmou que “o ‘Big Brother’ esquece algo básico: o consentimento. E não, não é uma piada”. Referindo-se ao facto de, na ocasião, dois colegas que assistiam ao ‘assédio’ terem sorrido.

Ação repudiada
Alguns internautas brincaram com a situação, mas a ação foi, maioritariamente, repudiada.
Primeiro julgou-se que o autor da ‘proeza’ tinha sido Thiago Medina, mas ao que parece terá sido o colega Agustín Guardia.
Isto, segundo informação veiculada pelos meios de comunicação social e pelos internautas, há imagens que levam a crer que a ação foi praticada Agustín.
De acordo com os meios, terá havido algumas dúvidas relativamente ao participante Thiago Medina. É que Medina, ao ser confrontado pelos colegas, reagiu na defensiva. O concorrente disse que os calções (sujos) não eram dele.

Polémica rebenta com julgamento à porta
Curiosamente, esta polémica acontece numa altura em que começa, em Madrid, o julgamento de um ex-participante do “Big Brother Revolution“, acusado de ter cometido abuso sexual contra outra ex-participante.
Este caso remonta a 2017. O ex-concorrente José Lopez, de 29 anos, é acusado de abuso por Carlota Prado (29).
Segundo a imprensa espanhola, o juiz vai pedir uma indemnização ao ex-concorrente. Também a produtora terá de pagar seis mil euros por ter exibido as imagens do suposto abuso.
Porém, o tribunal não penaliza apenas pela exibição das imagens. Em causa está, ainda, o facto de a produtora não ter providenciado ajuda psicológica para a concorrente queixosa.