
Conheço Cláudia Jacques há muitos anos e sei que é uma mulher educada, muito diferente daquela imagem que as pessoas fazem questão de ter dela quando está debaixo dos holofotes. Não é burra, não é tonta, não é deslumbrada nem se acha melhor do que os outros. Nunca ouvi da sua boca dizer mal de ninguém. De um homem, de uma mulher, queixar-se do trabalho, da falta dele… Nada, de coisa nenhuma. A Cláudia é o tipo de pessoa que vive para ser feliz, que quer se feliz e encontrou em Olivier da Silva, com quem casou muito rapidamente, um amor que a protegia e lhe dava o que ela há muito procurava. Alguém que a visse não como a Cláudia das revistas ou a mulher de corpo bonito. Para ela, Olivier viu uma Cláudia que poucos se deram ao trabalho de conhecer. Estava tão feliz no seu casamentoque isto que acabou de acontecer (a prisão domiciliária do marido) deverá ter sido dos maiores golpes que a vida lhe poderá ter dado. Acredito que não é fácil ser-se Cláudia Jacques neste momento, porque expôs toda a sua vida e agora vai ter de levar com telefonemas de jornalistas, opiniões de tudo e todos, fotografias a toda a hora. Não que ela não saiba lidar com isso, mas deverá estar saturada. A imprensa é boa quando nos faz bem. Nestas alturas, era melhor que ninguém soubesse quem somos. Falei com ela, estava devastada. A antítese assustadora entre o estado de alma que lhe senti no dia em que lhe falei depois do casamento. Acredita no marido piamente e diz-me que ficará ao seu lado. Não conheço o Olivier tão bem ao ponto de opinar sobre ele num assunto desta natureza. Acho que a justiça deverá exercer o seu direito e agir como manda a lei. Mas acho que devemos tentar colocar Cláudia numa gaveta à parte, porque eu estou convencido que ela não sabia nada disto, que foi tão apanhada de surpresa como nós. Sou daqueles que acredita que a infanta Cristina de Espanha vivia alheia aos negócios do marido, por isso acredito mais ainda que Cláudia não fizesse ideia do que se passava na vida “profissional” de Olivier. O homem que a trata tão bem e que de repente a lançou para o patamar máximo da atualidade social porque foi detido, suspeito de crimes de burla. Não vamos julgar Cláudia, vamos deixar que a justiça julgue Olivier.