
Na manhã desta quarta-feira, 1 de abril, o primeiro ministro António Costa foi ao programa de Cristina Ferreira na SIC para falar do novo coronavírus. E durante a conversa, deu algumas orientações para o feriado de Páscoa que se aproxima.
António Costa revelou que não sabe quando Portugal vai poder voltar a abrir as portas: “Temos de ter confiança para viver esta situação. Não sabemos e vamos estar assim um mês, dois meses, três meses. E isto é assustador”, afirma o primeiro ministro, que completa: “O sonho que todos temos era que no final deste mês de abril podermos abrir um pouco as portas”, ao que Cristina Ferreira perguntou se isto seria possível: “Não sabemos”, respondeu António Costa.

“Temos um vírus novo, os próprios cientistas não conhecem ainda. Vamos medindo a curva, e todos os dias continuamos. Estámos na fase de aumentar os casos. Há mais 808 casos relativamente ao dia de ontem, ainda estámos na fase de aumentar. O ritmo pode estar menor, mas é um momento difícil.”
Foi quando António Costa disse que este ano, “vamos viver a Páscoa de uma forma radicalemnte diferente”.
“As pessoas não podem ir à terra. Não podem visitar os familiares que têm à terra. Os nossos compatriotas que vivem fora, que este ano não venham, fiquem. Se vierem não podem sair de casa. Não venham. As famílias numerosas vão ter que estar juntas separadas e isto não é ano de fazer grandes almoços de páscoa.”
O primeiro ministro também elogiou o comportamento dos portugueses, que têm respeitado as medidas de isolamento: “Isto tem sido notável. Se os nossos numeros são bons, é graças à grande disciplina dos portugueses. Não conseguimos ter um polícia a cada rua”.
Ao final da conversa, Cristina comentou sobre a possibilidade de o estado de emergéncia ser extendido na próxima quinta-feira, 2 de abril, e perguntou: “Poderá regras mais apertadas a partir de amanhã?”
“Vamos adotar medidas mais claras para que as pessoas percebam que no período da Páscoa não podem andar de um lado para o outro.” António Costa voltou a reforçar para que as pessoas fiquem em casa, e não viajem para as casas de veraneio ou casas de familiares.