Depois de tantos altos e baixos, Julieta vai mesmo subir ao altar com Antímio. Mas não sem antes surgirem uma série de contratempos. O momento vai decorrer longe de Vila Santa, em Gondomar, a terra de onde é natural o advogado. E quem vai tentar interromper a cerimónia é uma velha amiga da farmacêutica. Ou seja, em “Flor Sem Tempo”: Julieta e Antímio casam-se e Cremilde desespera.
Assim, quando os dois estão a passear junto a uma igreja, Antímio revela à noiva que é ali que quer casar com ela. “Ultrapassei tudo e quero casar, mas tenho medo do resultado. Não acredito em maldições, mas não sei, Antímio… A verdade é que tenho tido muitos azares. E estou com medo por ti… Tento fazer tudo diferente, mas tenho medo que não seja suficiente. Tu já apanhaste um ou outro susto desde que estás comigo. E eu tenho tentado fechar os olhos, mas a Graça lançou-me as cartas e não gostei nada do que disse”, lamenta a farmacêutica. Mas o noivo tranquiliza-a: “Não acredito nessas coisas. E quero ajudar-te a ultrapassar esse trauma. Não vai acontecer nada. Prometo. Nós vamos ser muito felizes”, insiste, puxando-a para si e abraçando-a.
“Este casamento não pode realizar-se”
No dia seguinte, Julieta, de vestido azul, está à porta da igreja a telefonar para o noivo, que não atende. Desespera até que ele aparece e a vê. “Devias estar lá dentro à minha espera em vez de me deixares aqui pendurada”, atira ela. “Bloquearam-me o carro. Um francês lembrou-se de estacionar à minha frente e ninguém sabia dele. É preciso muito azar. Não precisas de ficar tão nervosa. Já cá estou”, insiste o advogado de Fernando. Mas a futura mulher continua desesperada e pede-lhe que entre.

Em seguida, já no altar, os dois estão a trocar juras de amor, quando surge Cremilde. A farmacêutica desata aos gritos: “Este casamento não pode realizar-se. Essa senhora não pode casar-se! Existe uma maldição! Todos os homens que andaram envolvidos com esta mulher faleceram, a começar pelo marido, o Henrique. Mas houve outros como o Renato, que caiu de cabeça do escorrega. Depois foi o Xavier… Caiu de skate. O Leandro atravessou um vidro… o Pedro levou com uma telha na cabeça. Ah e o Germano que caiu numa barrica de vinho…”, atira.
Em choque, Antímio pergunta se morreram todos. “Ou ficaram mesmo mal. O último foi o Jorge… Safou-se o meu irmão Teodoro que a trocou pela Elisa”, responde a farmacêutica, deixando a amiga destroçada. Tal como o noivo, que se vira para a amada e afirma: “Tu falaste de uma maldição e das cartas, mas pensei que só o teu marido tinha morrido. Já não sei se isto é boa ideia…”. Em pânico, a noiva pergunta se ele já não quer casar e afirma: “Antímio, tu não me vais deixar pendurada no altar! Ontem ainda quis desistir, agora não me faças isto, não por causa desta invejosa”.
“Nunca te vou perdoar”
“A Julieta só vai casar porque tem medo de ficar sozinha. Nem se preocupa com o que pode acontecer ao pobre do homem. É uma egoísta que só pensa nela”, critica Cremilde, causando ainda mais revolta na amiga. “Egoísta és tu! Preferes ver a tua amiga infeliz do que seres viúva sozinha! Senhor padre, por favor, faça alguma coisa. Corra com ela”, sugere. E o pároco assim faz. Mas ela não acata as ordens. “Daqui não saio que a casa do Senhor é de todos”, dispara.
“Estragaste o meu casamento e eu nunca te vou perdoar. Senhor Padre, parece que temos de cancelar isto tudo”, atira Julieta. Até que, de repente, Antímio a intervém. “Não vamos cancelar nada! Cremilde, saia! Eu vou casar-me com a Julieta. É tudo o que eu quero”, afirma. E os dois trocam alianças, enquanto a tia de Mimi assiste a tudo, escondida.
Já casados, Antímio e Julieta passeiam por Gondomar, enquanto um fotógrafo lhes tira fotografias, mas a noiva está desconfortável. Até que percebe que Cremilde os está a seguir. “E ela veio atrás de nós…. Ai, meu Deus, isto parece um presságio. Estivemos sempre juntas nos outros casamentos”, comenta. E o marido irrita-se: “Não lhe chegou a barraca que deu na igreja? Isto não é nenhum presságio, ela é muito abelhuda e má pessoa, isso sim”. A farmacêutica vai então conversar com a amiga, que logo lhe diz: “Vim porque estou preocupada contigo e com o teu… marido. Imagina que lhe dá alguma? Como é que tu ficas?”.
“És uma desilusão”
“Não lhe vai dar nada. Pára de agourar e deixa-me ser feliz”, pede Julieta, insistindo: “Sabes uma coisa? És uma desilusão, Cremilde… Podemos estar zangadas, mas eu nunca te faria uma destas. Tantos anos de amizade e tu não queres saber da minha felicidade para nada. Nunca pensei que fosses tu a estragar o meu dia. Não podemos ficar presas a este receio de que aconteça alguma coisa… Temos de tentar ser felizes. E agora deixa-me em paz, quero aproveitar o dia com o meu marido”. A recém casada vira costas, tristes e Cremilde desaba num pranto, murmurando: “Desculpa, desculpa, amiga… Não queria estragar nada. Felicidades”.
Veja as imagens das cenas em que Julieta e Antímio casam-se e Cremilde desespera na nossa galeria e saiba tudo sobre a novela “Flor Sem Tempo” aqui
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